Notas de leitura

Hotel-Savoy_ALTA-199x300“Hotel Savoy” (Estação Liberdade), de Joseph Roth
Lançado em 1924, o livro é um retrato da Europa pós 1ª Guerra Mundial, com nações em dilemas de identidade e em busca de apego. Gabriel Dan é um ex-combatente russo judeu que se hospeda no hotel do título – não sabemos onde fica, apenas que o local se parece com a Polônia.

O Savoy é um ponto de encontro de regressados da guerra, que buscam um…

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Um relato da Coreia do Norte, por Juliana Cunha

Um relato da Coreia do Norte, por Juliana Cunha

A jornalista Juliana Cunha viajou até a Coreia do Norte para saber como vivem as pessoas no hoje país mais fechado do mundo, uma certa dinastia Kim: Il-sung, Jong-il e Jong-on.

450xNDaí veio “Kimland”, o livro que narra a semana que passou em 2013 na Coreia, cercada de tradutores e guias. Ela ficou hospedada na embaixada brasileira de Pyongyang.

Juliana optou por autofinanciar o livro. Lançou…

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Obrigado, Gabo (1927-2014)

Estou longe de casa. Portanto, longe dos meus livros do Gabriel García Márquez.

Eu queria agora poder reler páginas de seus livros, relembrar personagens, histórias, cenários. Essa era a vontade – é. A morte talvez seja uma motivadora dessas revisões, espécie de homenagem ou de agradecimento.

E não quero escrever aqui um obituário. Não tenho capacidade para isso nem talento suficiente para…

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Leituras para um duplo feriado

Leituras para um duplo feriado

Como no Carnaval, o blog deixa uma pequena lista de sugestões para o feriado duplo. Livros possíveis de serem vencidos nos quatro ou cindo dias de ócio.

Bom feriado a todos.

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cialetras_jo“Jó – Romance de Um Homem Simples” (Companhia das Letras), de Joseph Roth
A família do judeu Mendel Singer vive num vilarejo russo quando chega o quarto filho, epiléptico. A partir daí, começam as provações de Singer. Um…

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"A que propósito evolucionário a nostalgia poderia servir?": a finitude em três livros

“A que propósito evolucionário a nostalgia poderia servir?”: a finitude em três livros

1. O livro abre com um ensaio sobre o balonismo. Depois, permeia a fotografia e a relação levemente ficcionada entre Sarah Bernhardt e Félix Nadar. O terceiro ensaio trata da perda da mulher do autor. De alguma forma, os três textos se entrelaçam, ao dar significado a novas maneiras de ver o mundo – do alto, numa reprodução, no luto. Julian Barnes, o autor de “Altos Voos e Quedas Livres” (Rocco),…

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Alexandra Lucas Coelho: “A ficção não me interessa em nada, só o real”

Alexandra Lucas Coelho: “A ficção não me interessa em nada, só o real”

Em 2011, Alexandra Coelho Neto estava trabalhando na divulgação do seu livro “Viva México” (Tinta-da-China) quando explodiram as manifestações no Egito. Decidida, ela não retornou ao trabalho – na época, estava trabalhando no Rio de Janeiro como correspondente do jornal “Público”, de Portugal. Pediu uma semana de férias e, por conta própria, foi ao Cairo acompanhar o nascimento daquela revolução,…

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Rui Tenreiro: “O historicamente correto é irrelevante e até indesejável”

Rui Tenreiro: “O historicamente correto é irrelevante e até indesejável”

A Bolha é uma pequena editora do Rio de Janeiro, com um trabalho artesanal de primeira e um catálogo pequeno, mas escolhido com olhos cirúrgicos. É dela o essencial “Gigantes do Jazz”, de Studs Terkel, tratado aqui.

capa_celebra_oUma das melhores coisas da editora é a HQ “A Celebração”, do moçambicano Rui Tenreiro. Radicado na Suécia, ele é um dos principais ilustradores da atualidade e autor de HQs…

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Um relato da Angola

Um relato da Angola

201310291343_angolaRyszard Kapuscinski é um exímio contador de histórias. O jornalista polonês (1932-2007) conheceu profundamente a África e suas guerras civis, boa parte relatada em seus livros.

É histórica a forma como ele contou, em “O Imperador” (Companhia das Letras), a queda e a vida pós Hailé Selassié na Etiópia, baseado em depoimentos de testemunhas e dos empregados do palácio do imperador.

Em “Mais Um Dia…

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Notas de leitura

um-dois-e-ja_4697“Um, Dois e Já” (CosacNaify), de Inés Bortaragay
O país é o Uruguai, o tempo, a ditadura – ou o fim dela. Em nenhum momento da novela o leitor fica sabendo exatamente onde ou quando, a não ser em uma pequena referência logo no início, de um programa de rádio que insiste em falar em ações punitivas. A viagem de carro de uma família, pais e quatro irmãos, é toda narrada pela terceira filha, em meio…

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Da biblioteca de casa - “Acho melhor não”

Da biblioteca de casa – “Acho melhor não”

“Estava eu sentado nessa posição quando o chamei, dizendo depressa o que eu queria que fizesse, isto é, conferir um pequeno documento. Imagine a minha surpresa, ou melhor, a minha consternação, quando, sem sair do seu retiro, Bartleby respondeu com uma voz singularmente amena e firme, ‘Acho melhor não’.

Fiquei sentado por algum tempo em silêncio, atônito, procurando me recompor. Então achei que…

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