Leituras para um duplo feriado

Leituras para um duplo feriado

Como no Carnaval, o blog deixa uma pequena lista de sugestões para o feriado duplo. Livros possíveis de serem vencidos nos quatro ou cindo dias de ócio.

Bom feriado a todos.

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cialetras_jo“Jó – Romance de Um Homem Simples” (Companhia das Letras), de Joseph Roth
A família do judeu Mendel Singer vive num vilarejo russo quando chega o quarto filho, epiléptico. A partir daí, começam as provações de Singer. Um…

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"A que propósito evolucionário a nostalgia poderia servir?": a finitude em três livros

“A que propósito evolucionário a nostalgia poderia servir?”: a finitude em três livros

1. O livro abre com um ensaio sobre o balonismo. Depois, permeia a fotografia e a relação levemente ficcionada entre Sarah Bernhardt e Félix Nadar. O terceiro ensaio trata da perda da mulher do autor. De alguma forma, os três textos se entrelaçam, ao dar significado a novas maneiras de ver o mundo – do alto, numa reprodução, no luto. Julian Barnes, o autor de “Altos Voos e Quedas Livres” (Rocco),…

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Alexandra Lucas Coelho: “A ficção não me interessa em nada, só o real”

Alexandra Lucas Coelho: “A ficção não me interessa em nada, só o real”

Em 2011, Alexandra Coelho Neto estava trabalhando na divulgação do seu livro “Viva México” (Tinta-da-China) quando explodiram as manifestações no Egito. Decidida, ela não retornou ao trabalho – na época, estava trabalhando no Rio de Janeiro como correspondente do jornal “Público”, de Portugal. Pediu uma semana de férias e, por conta própria, foi ao Cairo acompanhar o nascimento daquela revolução,…

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Rui Tenreiro: “O historicamente correto é irrelevante e até indesejável”

Rui Tenreiro: “O historicamente correto é irrelevante e até indesejável”

A Bolha é uma pequena editora do Rio de Janeiro, com um trabalho artesanal de primeira e um catálogo pequeno, mas escolhido com olhos cirúrgicos. É dela o essencial “Gigantes do Jazz”, de Studs Terkel, tratado aqui.

capa_celebra_oUma das melhores coisas da editora é a HQ “A Celebração”, do moçambicano Rui Tenreiro. Radicado na Suécia, ele é um dos principais ilustradores da atualidade e autor de HQs…

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Um relato da Angola

Um relato da Angola

201310291343_angolaRyszard Kapuscinski é um exímio contador de histórias. O jornalista polonês (1932-2007) conheceu profundamente a África e suas guerras civis, boa parte relatada em seus livros.

É histórica a forma como ele contou, em “O Imperador” (Companhia das Letras), a queda e a vida pós Hailé Selassié na Etiópia, baseado em depoimentos de testemunhas e dos empregados do palácio do imperador.

Em “Mais Um Dia…

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Notas de leitura

um-dois-e-ja_4697“Um, Dois e Já” (CosacNaify), de Inés Bortaragay
O país é o Uruguai, o tempo, a ditadura – ou o fim dela. Em nenhum momento da novela o leitor fica sabendo exatamente onde ou quando, a não ser em uma pequena referência logo no início, de um programa de rádio que insiste em falar em ações punitivas. A viagem de carro de uma família, pais e quatro irmãos, é toda narrada pela terceira filha, em meio…

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Da biblioteca de casa - “Acho melhor não”

Da biblioteca de casa – “Acho melhor não”

“Estava eu sentado nessa posição quando o chamei, dizendo depressa o que eu queria que fizesse, isto é, conferir um pequeno documento. Imagine a minha surpresa, ou melhor, a minha consternação, quando, sem sair do seu retiro, Bartleby respondeu com uma voz singularmente amena e firme, ‘Acho melhor não’.

Fiquei sentado por algum tempo em silêncio, atônito, procurando me recompor. Então achei que…

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Notas de leitura - Primavera Árabe

Notas de leitura – Primavera Árabe

30369315“O Silêncio contra Muamar Kadafi” (Companhia das Letras), de Andrei Netto
O livro dá toda a impressão que vai conquistar só pelo subtítulo: “A revolução na Líbia pelo repórter brasileiro que esteve nos calabouços do regime”.

Andrei Netto é correspondente de “O Estado de S.Paulo” em Paris e foi deslocado para cobrir o movimento na Líbia em 2011. Lá, foi sequestrado e agredido. O livro então se…

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Reflexos de uma tortura não realizada

Reflexos de uma tortura não realizada

13074_ggFrançois Bizot foi um dos poucos prisioneiros do Khmer Vermelho a sobreviver para contar sua história. E ele o faz em duas partes.

Esse é o ponto de partida de “O Silêncio do Algoz” (Companhia das Letras), memórias da sua passagem pelos porões da selvageria cambojana, Ele passou três meses na prisão, em 1971, acusado de ser um espião da CIA – o francês estava no Camboja para estudar o budismo.

Ma…

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Retratos de uma ditadura

Retratos de uma ditadura

Bernardo Kucinski começou a escrever ficção aos 74 anos. Mas seu início é tão arrebatador que a pergunta que fica é por que tão tarde.

Com carreira no jornalismo, Kucinski talvez tenha demorado a escrever ficção para ter tempo de mensurar traumas. Seus dois livros têm como tema central a ditadura militar e a tortura.

capa_k“K.”, lançado em 2011 pela pequena Expressão Popular, foi finalista dos…

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